para um novo mandato de cinco anos, após vencer as eleições do último domingo com 95,55% dos votos, segundo os dados oficiais
A cerimônia de posse foi celebrada no Palácio da Independência, situado junto à praça Kazak Yeli, informou desde Astana a agência russa Interfax.
Anteriormente, o mandato presidencial era de sete anos, mas foi reduzido para cinco mediante as emendas constitucionais aprovadas em 2007.
As emendas também permitiram a Nazarbayev, em sua condição de primeiro presidente do Cazaquistão independente, apresentar sua candidatura à chefia do Estado quantas vezes desejar.
As eleições presidenciais cazaques foram criticadas pela missão de observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que assinalou que o pleito não se ajusta aos padrões democráticos.
"Estas eleições mostram que, infelizmente, as instituições democráticas no Cazaquistão não se desenvolveram no mesmo grau que as instituições econômicas", disse o chefe da missão da Osce, o holandês Daan Everts, ao apresentar em Astana o relatório preliminar dos observadores.
Everts destacou que a maioria dos membros das comissões eleitorais regionais são membros do partido governista Nur Otan, o que "gerou determinada desconfiança na gestão do processo eleitoral".
Já a missão de observadores da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa demonstrou preocupação pela desigualdade de condições entre os candidatos durante a campanha eleitoral, embora tenha assinalado que os resultados do pleito refletem a vontade do poço cazaque.
No poder desde 1989, ainda antes da declaração da independência desta ex-república soviética em dezembro de 1991, Nazarbaiev rejeitou por decreto a proposta do Parlamento da iniciativa de um grupo de cidadãos de convocar um plebiscito constitucional para prolongar seu mandato até 2020 e em vez disso promoveu uma reforma da lei fundamental para convocar eleições antecipadas.
Concorreram neste pleito de domingo outros três candidatos: o líder dos comunistas, Zhambil Ajmetbekov; o senador Gani Kasimov, do Partido dos Patriotas; e o independente Mels Eleusizov, à frente da legenda ecologista Tabigat.