A comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal analisa nesta quarta-feira (10), o PLS 93/2011 do senador Ciro Nogueira (PP/PI) que prevê a identificação genética de condenados por crimes praticados com violência. O objetivo é criar um banco de dados com o DNA desse tipo de criminoso que pode ser consultado pelas autoridades policiais e judiciais. Para ser utilizada aqui no Brasil, essa prática precisa de amparo legal.
O projeto de Ciro vai regulamentar o procedimento e tornar possível a coleta de material genético para a formação do banco de dados. Segundo o senador, a proposição atende a um anseio das polícias, dos peritos, dos investigadores e da própria Justiça.
Ciro Nogueira avalia que a utilização de um banco de DNA é um poderoso instrumento para ajudar no combate à criminalidade e otimizar o trabalho de investigação. Ele conta que nos países onde a coleta é permitida cerca de 65% dos casos são elucidados. No Brasil, com as técnicas usadas atualmente, somente 6% dos crimes são solucionados.
O senador explica que mais de 30 países entre eles Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos já usam com sucesso o banco de dados de DNA. O sistema utilizado e que deve ser implantado aqui foi cedido pelo FBI (polícia investigativa dos Estados Unidos).
O banco de dados será formado a partir de vestígios genéticos deixados nas cenas dos crimes como sangue, sêmen, cabelos ou pele que serão fornecidos pelas perícias oficiais das polícias nos estados.
Fonte.cidade verde.com