Na manhã desta quarta-feira, dia 25, o esposo da jovem Ana Carolina de Oliveira Silva - eletrocutada e carbonizada em outubro do ano passado na Avenida Presidente Kennedy, zona leste de Teresina - esteve acompanhado do advogado da família, Antônio Pádua, para dar entrada ao processo de abertura da conta bancária, onde deve a pensão mensal determinada pelo juiz Antônio Teófilo, da 3ª Vara Cível. O dinheiro referente à primeira parcela (mês de janeiro) foi pago pela companhia. Como a família não possuía conta em nenhum banco, o valor teve que ser depositado na Justiça.
O pagamento, em caráter de urgência, para manutenção das crianças e família deve ser pago pela Eletrobras/PI até que os filhos da vítima completem 25 anos de idade. A concessionária de energia elétrica foi responsabilizada pela morte de Ana Carolina. Peritos do Laudo do Instituto de Criminalística do Estado do Piauí concluíram, em janeiro deste ano, que o poste que eletrocutou a jovem estava energizado por fios de alta tensão, que estavam fora do isolador (instrumento que impede a passagem da corrente elétrica).
O advogado da família- Antônio Pádua - afirmou ainda que passados 90 dias após a morte de Ana Carolina, não houve acordo entre os parentes da jovem eletrocutada e Eletrobras/PI. Um processo de danos morais e lucros cessantes (prejuízos que Ana Carolina deixou de ganhar com a morte) ainda se arrasta na Justiça, sem previsão para ser concluído.
"Vamos aguardar a indenização por danos morais solicitados na petição. Além disso, existe também um processo criminal, outro ponto que a família deseja que se faça justiça. Ana Carolina era a fonte de renda de todos os familiares e até hoje, estão inconformados com a situação", relatou Antônio Pádua.
Nesta sexta-feira, dia 27, extingue o prazo da concessionária apresentar a contestação, peça de defesa no processo de indenização. A Eletrobras/PI informou que os valores da indenização solicitada pela família estão sendo analisado. "O papel da companhia dentro de um processo judicial é discutir valores. Vamos ver aquilo que está dentro dos padrões estabelecidos pelo STJ [Superior Tribunal de Justiça]. O que não estiver dentro desses limites, vamos discutir", explicou o assessor jurídico da empresa, Thiago Flores.
O Caso. A morte da jovem Ana Carolina de Oliveira Silva causou comoção nos piauienses. Ela morreu eletrocutada na noite do dia 10 de outubro quando passava entre um poste e uma cerca de ferro. Segundo relatos, um dos fios de alta tensão do poste estava sem o isolador de mental, responsável pela sua eletrização. A jovem receveu uma descarga elétrica equivalente a 13.800 volts.
Ana Carolina estava caminhando de mãos dadas com seu filho, uma criança de um ano de idade, próximo ao Clube da APCEF e tinha saído de um supermercado, local onde estava olhando o preço de uma bicicleta para dar de presente ao filho no dia das crianças. A vítima passou cerca de dez minutos em chamas, segundo revelaram testemunhas. Até o momento, segundo o advogado Antônio Pádua, a Eletrobras não assiste a família.
"Ela era fonte de renda da família, por conta disso vários problemas foram gerados com a sua morte como alimentação e saúde. O filho mais novo [pouco mais de um ano de idade] estava em período de amamentação. Já a filha, passa por problemas psicológicos e necessita de tratamento", revelou o advogado Antônio Pádua.
Fonte.portal o dia.com
Edição.Antonio Francisco